domingo, 12 de fevereiro de 2012

Espero...

         Você sabe que essa pode ser a última de todas, sabe que com ela pode destruir tudo, todas as boas lembranças que fazem um sorriso bobo brotar dos meus lábios, todas as alegrias, todo o carinho. E com ela pode me fazer odiar a Lua, a ti e principalmente á mim. Uma única conversa que vai decidir tudo, se continuo viva ou se desisto de lutar por uma coisa que não posso mais tomar as rédeas.
         É por isso que há tempos já não durmo direito, não como direito e muito menos vivo. Minha existência se tornou em espera, uma simples espera por tua resposta, que sempre é adiada, que sempre é deixada pra amanhã. Entenda, estou deixando pra viver amanhã e isso está me matando aos poucos e hoje finalmente eu saberei se vivo ou morro de novo e, desesperadamente, essa é a primeira vez que não falo de uma forma fictícia sobre matar mais uma de mim.