quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Falam de tudo,...

   ...Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.”

[Nelson Rodrigues]



          Empatia. É esse o nome dado. Significa colocar-se no lugar de outra pessoa, tentar sentir como se o que é feito para alguém fosse feito para si. Difícil? Quase impossível, mas dentre as tantas reações que a pessoa pode ter, dá pra reconhecer se elas serão boas ou não. Sem falar que uma pitada de bom senso e respeito também não mata ninguém.
         Sente-se capaz de sentir empatia por alguém? Então comece a colocar em prática esse modo de pensar, pois é um dos mais eficazes para não machucarmos pessoas que gostam de nós, nos admiram ou apenas conosco simpatizam.
         Quando exaltamo-nos e dizemos tudo que vem a mente, deixamos magoadas pessoas que são importantes ou que se importam conosco. Por isso cuidado com as palavras, quando ditas em discussões ou momentos de desabafo, elas podem ser esquecidas muito facilmente por quem as fala, mas não por quem escuta, essas podem até perdoar, mas a ferida fica aberta e a qualquer momento os sentimentos e pensamentos proferidos, que na verdade não eram reais ou que poderiam ser relevados naquele momento podem se tornar algo que jamais cicatrizará.
         Palavras têm poderes, mas nem sempre isso é bom.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um dia a gente entende...

Que nem sempre quem nos estende a mão é para ajudar, muitas vezes só nos levantam para depois nos jogar para baixo ou apenas para adquirir nossa confiança e mais tarde nos apunhalar pelas costas.
Que existem pessoas que não medem conseqüências para te derrubar, e que você não deve dar a elas o troco que elas esperam quando te machucam e sim provar pela honestidade que és mais capaz que ela.
Que existem os que te querem muito bem e enquanto muitas vezes nos deixamos atingir por aqueles que não tem o mesmo apreço, deixamos de dar a atenção necessária para que os primeiros continuem tendo o interesse por você.
Que muito mais vale uma conversa para esclarecer os fatos do que um comentário precipitado, que por sua vez pode acarretar em um desentendimento desnecessário.
Que amigos não tem hora para aparecer, mas são os únicos que estarão te apoiando quando tudo der errado.
Que família é o porto mais seguro que já existiu no mundo.
Que calar vale muito mais do que falar sem ter razão.
E que somente a vida ensina tudo isso, por isso digo que viver intensamente, sem medo de errar, é o melhor que se há de fazer, pois nada no mundo surgiu sem a primeira tentativa e dentre essas tentativas a maioria não aconteceu como o planejado logo de primeira.
Dê sua cara a tapa, tenha atitude e deixe a vida te levar pelos caminhos que ela decidir ser melhor que o resto se ajeita.



"No final tudo dá certo e se ainda não deu tudo certo é porque ainda não chegou ao final ."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Depois de tanto tempo,...

     Depois de tanto tempo (uma semana e um dia) sem postar absolutamente nada =S, postarei uma crônica que li um dia no Diário Catarinense há uns 5 meses atras e que me chamou muito a atenção.
      Não gosto muito de ((ctrl+c)+(ctrl+v)), mas nesse caso abrirei uma excessão, pois o texto é muito bom e combina com o momento que estou vivendo.


O Melhor Remédio - por Luiz Carlos Prates


     Não há problema na vida que o trabalho não cure. O trabalho, que um dia pessoas estúpidas disseram que era a maldição do pecado, é o melhor de todos os remédios, melhor do que rir. Há quem diga que rir é o melhor remédio, mas o riso sem motivo é sinal de ignorância, aprendi na escola marista.


     Pois bem, se o trabalho é o melhor anestésico para os sofrimentos humanos, por que tanta gente se queixa do trabalho? É como alguém se queixar do remédio que lhe alivia a dor.


     Penso que entendo os queixosos do trabalho. São pessoas que só tiram desse trabalho o dinheiro, o salário. Nada mais. Podiam tirar bem mais, podiam tirar vida, felicidade. Dia desses, vi uma moça dar a um amigo um pedaço de bolo, ela o havia feito. O sujeito deu uma mordida no bolo, mastigou-o por alguns segundos e esgazeou os olhos: – Santo Deus, é o céu, que bolo gostoso, que mãos de fada o fizeram, Deus, que coisa boa! A moça está até agora feliz. Tão simples, tão humano, mas tão difícil. Primeiro, as pessoas não fazem o que gostam, muitos podem até achar que é coisa de pobre fazer bolos, outros não elogiam, silenciam, sonegam prazer e felicidade a pessoas que ficariam imensamente gratas diante de um elogio, etc, etc.


     Você já viu um vadio ser elogiado por sua vadiagem? Ou um desmotivado ser promovido, reconhecido, reputado? Nunca. Só o trabalho, a graça do trabalho, o encanto pelo trabalho, nos pode fazer felizes.


     É por isso que digo às gurias, nas minhas palestras em escolas: estudem, qualifiquem-se para um trabalho, tornem-se financeiramente independentes e serão felizes. Tão felizes que até poderão casar depois disso. Nunca antes, jamais.


     Um dia conheci, em Porto Alegre, um sujeito que pintava paredes. Eu precisava de um desses para pintar meu apartamento. O amigo que me apresentou-lhe, chegou dizendo: – Aqui está “o cara”, perto dele Michelângelo ficaria ruborizado, esse pinta mesmo!


     Não é bonito isso? Quer dizer, seja no que for, para o que for, podemos ser pessoas felizes, mas que fique claro, só pelo trabalho.


     Se a loja em que você trabalha, a empresa, seja ela qual for, estiver em dificuldades e tiver que demitir alguém, tenha a certeza de que não demitirá os entusiasmados do trabalho, os denodados, os esforçados, o fará com os que pegam leve. Aliás, esses se acham espertos, são os maiores trouxas, isso sim.